O que é o café 86+?
Uma xícara tão boa que você vai sentir o mundo parar
Imagine isso: você acorda cedo, coloca a água para ferver, abre o pacote de café e sente um aroma que parece café de fazenda, mas pronto para sua cozinha. A água quente cai sobre o pó, o vapor sobe, e o cheiro de caramelo, chocolate e frutas invadem o ar.
Quando você leva a xícara à boca, o primeiro gole não é só “café forte”… é suave, doce, limpo, com notas que parecem sair de um biscoito caseiro ou até de uma fruta madura.
Esse café capaz de te transportar para esse momento é o café 86+.
E, sim: você não está lendo sobre um produto qualquer, está entrando na história de um café que foi avaliado, provado e “elogiado” por quem sabe o que é café de verdade.
O café 86+ não é só um nome bonito na embalagem. Ele vem de uma escala de qualidade internacional que mede o café ponto a ponto, como se fosse uma prova escolar gourmet.
Até 79 pontos, estamos nos cafés tradicionais, com sabor mais comum, às vezes com falhas, como gosto de terra, amargor sem motivo ou acidez agressiva.
De 80 a 84 pontos, entramos nos cafés especiais, já com aroma e sabor mais limpos, dentro do “padrão bom”.
De 85 a 89 pontos, temos cafés especiais acima da média, com mais equilíbrio, doçura e complexidade. Esse é o grupo do 86+.
Acima de 90 pontos, entramos nas raridades, cafés “de outra galáxia”, com sabores muito marcantes e únicos.
Ou seja, quando você vê 86+ em um café, está olhando para um top 10% do que o mundo tem de melhor no chão.
Por que um café 86+ é diferente do café comum?
Vamos colocar você dentro dessa experiência.
Coloque o rosto perto da xícara. Feche os olhos. Em vez de um cheiro genérico de “café”, você percebe aromas de baunilha, caramelo, chocolate ao leite, frutas secas ou até pêssego.
Isso acontece porque o café 86+ é colhido no ponto certo, processado com cuidado (lavado, pulped ou natural) e torrado para preservar esses aromas, não matá‑los com uma torra muito escura.
O primeiro gole é mais doce, a acidez é suave, e não “cortante” como em alguns cafés bem fortes.
O corpo (a textura) é mais encorpado, aquele café que parece “cheio” na boca, como se você estivesse mastigando o sabor.
Muitos cafés tradicionais somem depois de um gole. O 86+, não. O sabor fica por alguns segundos, às vezes até alguns minutos, deixando um gosto limpo e agradável. É como terminar uma música boa e ainda sentir o refrão na cabeça.
O café 86+ não aparece por acaso. Ele é fruto de um cuidado de ponta a ponta. Ele nasce em regiões de altitude, clima e solo favoráveis, como a Mogiana Paulista, onde o café amadurece devagar e desenvolve mais açúcares naturais.
Quase sempre é colhido à mão, selecionando apenas os grãos maduros, o que evita aquelas falhas de sabor. O processamento pode ser lavado, semi‑lavado ou natural, e secagem bem acompanhadas, também pode passar por uma fermentação.
A torra é ajustada para “abrir” os sabores sem queimar o café.
Em seguida, provadores certificados (Q Graders) fazem provas cegas, avaliando aroma, sabor, acidez, corpo, doçura e limpeza em uma escala de 0 a 100.
Só quando o café passa da nota 85, ele entra no time 86+.
O que muda de vida com um café 86+? Imagine você em uma manhã qualquer, sem correria, só com sua xícara na mão. Não é só consumir uma bebida, é viver uma experiência sensorial. Você começa a notar detalhes: percebe quando um café tem gosto de melado e amêndoas, quando outro é mais florado, como biscoito, ou quando outro é mais encorpado, perfeito para espresso. Você muda a relação com o café: deixa de pensar só em “café forte pra acordar” e começa a curtir o sabor, como se fosse um vinho ou um chocolate fino. Começa a escolher o café pela história da fazenda, pela região, pelo processo, não só pelo preço.
A pausa para o café deixa de ser só um hábito e vira um ritual de prazer. Você pode até compartilhar essa experiência com alguém: “Quer provar esse café 86+? Ele é doce, suave e tem um final de chocolate.”
O café 86+ não é só para baristas ou profissionais. É para quem quer começar pela primeira vez com um café de qualidade, sem medo de “café forte demais”; trocar aquele café forte genérico por um que tenha sabor, doçura e personalidade; ou surpreender visitas com uma xícara de café que todos comentam: “Nossa, esse café é diferente!”.
O segredo é começar por um café 86+ simples: torra média, perfeito para coador ou espresso caseiro, em variedades como Catucaí, Bourbon, Catuai ou Arara, que costumam trazer notas de chocolate e mel.
Feche os olhos e imagine o próximo gole. Você levanta, põe a água para ferver, mede o café 86+ com cuidado, escolhe o seu modo favorito de preparo, coador, aeropress, french press, espresso. O ar
